Diferenças entre lagoa anaeróbia, aeróbia e facultativa

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Os sistemas de lagoas são muito utilizados nos processos em que é necessário armazenar os dejetos, por eles terem carga excessiva de material orgânico, para sua degradação e tratamento. O objetivo final é  retornar a água para os rios ou realizar a disposição dos efluentes no solo, como é o caso dos dejetos de animais nas propriedades rurais.  

Geralmente um sistema de tratamento constitui-se de um sistema de lagoas, que podem ser anaeróbias, aeróbias e/ou facultativas, com dois ou mais tipos de lagoas, onde passam por processos que podem ser biológicos, químicos ou físicos.

LAGOAS ANAERÓBIAS 

Nas lagoas anaeróbias a matéria orgânica é metabolizada (transformada) por microrganismos sem a presença de oxigênio. Neste processo ocorre a produção de metano e alguns outros subprodutos, tais como, amônia, ácido sulfídrico etc. Essas lagoas são reconhecidas atualmente como excelente opção para remoção de poluentes orgânicos, porém devem ser consideradas como etapa inicial do tratamento, pois, não são capazes de degradar por completo o efluente. Nestes casos faz-se necessário etapas posteriores, como por exemplo, filtros biológicos, lagoas aeradas dentre outros (MONTEGGIA E SOBRINHO, 1999).

LAGOAS AERÓBIAS

Já na lagoa aeróbia a matéria orgânica é degradada pela presença do oxigênio (oxirredução). Neste caso as lagoas são mantidas mais rasas, requerem menor área, e a degradação da matéria orgânica é mais rápida quando comparada com as lagoas anaeróbicas. No entanto, necessitam de um equipamento que facilite a homogeneização, como por exemplo os propulsores, agitadores (SAAE, 2006).

LAGOAS  FACULTATIVAS 

São lagoas onde ocorrem simultaneamente os processos aeróbicos (camadas superiores líquidas com presença de oxigênio) e anaeróbicas (junto ao fundo). A maioria das lagoas em operação se enquadra nessas categorias. Neste processo também é possível a implementação de equipamentos de agitação, mantendo-o ligados em intervalos de tempos estratégicos,  possibilitando assim a ativação tanto das bactérias aeróbicas quanto das bactérias anaeróbicas (SAAE, 2006).

Referências:

MONTEGGIA, L. O.; ALÉM SOBRINHO, P. Lagoas anaeróbias. In: CAMPOS, J. R. (Coord.). Tratamento de esgotos sanitários por processo anaeróbio e disposição controlada no solo. Rio de Janeiro: ABES, 1999. cap. 4, p. 101-115. 
SAAE – Serviço autônomo de Água e Esgoto. Sistema de tratamento de esgoto. Aracruz, junho de 2006.

Redatora: Tatiane Francine Knaul
Editora: Patricia Schumacher